A ESPÉCIE Tapirira guianensis Aubl.: UMA ABORDAGEM AUTOECOLÓGICA E SILVICULTURAL
Distribuição geográfica, efeito do ambiente, espécie florestal nativa, população florestal, transplante de plântulas.
A biodiversidade está sob ameaças, que levam à demanda por geração de conhecimento e reprodução de espécies arbóreas para restauração ecológica. Com isso, as elevadas taxas de supressão da vegetação provocam a redução da população de espécies, afetando as gerações futuras e ao passar dos anos, essa condição pode reduzir a variabilidade genética e o polimorfismo. Assim, a essa pesquisa teve como objetivo geral analisar aspectos da autoecologia de uma população de Tapirira guianensis e sua distribuição geográfica, bem como avaliar a técnica de resgate de plântulas para a espécie. O trabalho foi estruturado em capítulos, que estão organizados de acordo com os objetivos: No capítulo I foi analisar a estrutura populacional, a distribuição espacial de uma população natural em um fragmento de Mata Atlântica no estado de Pernambuco, Brasil. O capítulo II foi analisar a influência de variáveis bioclimáticas na distribuição geográfica dos sítios de ocorrência da T. guianensis (Anacardiaceae), no capítulo III avaliar o potencial da população de plântulas como fonte de propágulo para a produção de mudas, visando a restauração de áreas degradadas e os possíveis efeitos das classes de altura e intensidade de redução foliar no desenvolvimento da espécie T. guianensis e no capítulo IV avaliar o efeitos os ambientes e genótipos no desenvolvimentos de plântulas de T. guianensis. Dessa forma, verificou-se que a população de T. guianensis apresenta o maior número de indivíduos nas menores classes de diâmetro, o padrão de distribuição da espécie é do tipo agregado na Reserva Biológica de Saltinho, Pernambuco, Brasil. A espécie tem um nicho bioclimático diverso e pode ser amplamente utilizada em programas de recuperação de áreas degradadas em diversos domínios fitogeográficos. Quanto a técnica de resgate de plântulas, percebeu-se que a redução da área foliar contribui para o desenvolvimento e estabelecimento da muda e que é uma ferramenta útil para os programas de restauração florestal. O ambiente interfere no desenvolvimento da planta, sendo a casa de sombra o melhor ambiente para o crescimento delas.