DESEMPENHO AGRONÔMICO DE GENÓTIPOS DE PALMA FORRAGEIRA NO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO, BRASIL
adaptabilidade; Opuntia spp.; Nopalea sp., Semiárido
A seleção e cultivo de genótipos de Palma Forrageira adaptados e resistentes a pragas, como a cochonilha-do-carmim, bem como às principais doenças, oferecem uma solução viável e econômica para os produtores. Portanto, este estudo objetivou-se avaliar 10 genótipos de Opuntia spp. e Nopalea sp. com resistência comprovada a falsa cochonilha-do-carmim quanto aos aspectos morfológicos, produtivos e químico-bromatológicos nas condições do Agreste Meridional de Pernambuco, Brasil. Para tanto, foi implantado um ensaio de competição de campo no município de Garanhuns-PE, contendo seis genótipos de Opuntia spp. (IPA-200016, IPA-200174, IPA-100661, IPA-100662, IPA-200149 e IPA-200008) e quatro genótipos de Nopalea sp. (IPA-200205, IPA-100004, IPA-200206 e IPA-100664) distribuídos em blocos casualizados (DBC) com 3 repetições e 20 plantas por parcela. Foram avaliados durante 420 DAP a porcentagem de sobrevivência, fenologia vegetativa, o crescimento e desenvolvimento, componentes de produção e produtividade da matéria fresca e matéria seca e a composição químico-bromatológica. A mortalidade das plantas foi maior nos primeiros 60 dias, com exceção do IPA-200174, que foi afetado pela cochonilha-do-carmim após esse período. O genótipo IPA-200008 apresentou melhor desempenho em todos os caracteres mofoagronômico avaliados (altura de planta, largura da copa, número de cladódios e área dos cladódios) e nas variáveis de produção e produtividade quando comparado com os genótipos tradicionalmente cultivados (IPA-200016 e IPA-100004). Além disso, IPA-200008, junto com IPA-200149, teve os maiores conteúdos de proteína bruta, essenciais para a dieta de microrganismos ruminais. Os genótipos IPA-200016, IPA-100662 e IPA-100004 também mostraram bom desempenho em termos de matéria seca e orgânica, enquanto IPA-200174, IPA-100661 e IPA-200149 apresentaram maior conteúdo de matéria mineral. A escolha do genótipo correto, aliada a práticas de manejo adequadas, pode maximizar a produtividade e adaptabilidade das palmas forrageiras, tornando-se uma alternativa viável e sustentável para os produtores da região.