Análises da resistência hidráulica em escoamento laminar raso governado pelo número de Froude em culturas semiáridas e Caatinga por meio de regressão linear
Escoamento laminar, numeros de Froude e Reynolds, ondas gravitacionais, cobertura do solo, ambiente semiarido.
O estudo das características hidráulicas do escoamento superficial é fundamental para a compreensão dos processos hidrológicos e erosivos que ocorrem na interface solo-atmosfera. Essas informações são essenciais para o planejamento e implementação de práticas eficazes de manejo e conservação do solo e da água. Assim, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos diferentes sistemas de manejo de solo, em solo descoberto, Capim, serrapilheira, palma e agrofloresta na dinâmica do escoamento superficial, por meio das resistências hidraulicas geradas por essas coberturas vegetais e, hidraulicamente, verificar quem domina essse tipo de escoamento. Para tal utilizou-se de um banco de dados do Laboratório de Engenharia de Manejo e Conservação do Solo/UFRPE, com experimentos que apresentassem escoamento laminar raso com baixo número de Reynolds. Selecionou-se então, dois experimentos com parcelas experimentais submetidas a repetições, totalizando 40 parcelas, que foram conduzidas sob chuva simulada para geração de escoamento laminar raso, e o consequente estudo de seu comportamento hidráulico. A palma, com sua superfície não revolvida devido à formação de uma crosta superficial no solo, que impediu a infiltração da água e resultou em uma maior descarga líquida. A regressão linear global entre a resistência hidráulica representada pelo coeficiente de Darcy-Weisback e os números de Froude, para os escoamentos laminares obtidos em todas as superfícies com capim, milho, palma e Neossolo descoberto, confirma mais uma vez que para escoamento com Reynolds até 100 tem a resistência hidráulica foi governada pelo número de Froude. O estudo, realizado destaca que a condição de Agrofloresta e a camada serrapilheira apresentaram a maior rugosidade hidráulica dentre os tratamentos avaliados. Essa maior resistência hidráulica possibilitou um maior retardo do escoamento e, consequentemente, maior infiltração de água no solo, reforçando a importância da manutenção de coberturas vegetais como estratégia para mitigar os processos erosivos em regiões semiáridas.