Banca de DEFESA: EDES TORRES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EDES TORRES DA SILVA
DATA : 25/02/2025
HORA: 09:00
LOCAL: UFAPE
TÍTULO:

PALMA FORRAGEIRA CONSORCIADA COM GLIRICÍDIA: UMA ALTERNATIVA PARA PRODUÇÃO DE FORRAGEM SUSTENTÁVEL NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Agropecuária; Consórcio; Semiárido brasileiro.


PÁGINAS: 55
RESUMO:

A pecuária constitui uma das principais atividades econômicas do Semiárido brasileiro. No entanto, a irregularidade do regime pluviométrico na região resulta em desequilíbrios entre a oferta e a demanda de forragem para a alimentação dos rebanhos. Para mitigar esse problema, tem-se recomendado amplamente o cultivo consorciado de forrageiras, em razão dos inúmeros benefícios proporcionados, tais como o aumento quantitativo e qualitativo da forragem, a redução da necessidade de fertilizantes nitrogenados e o favorecimento de mecanismos naturais de controle de pragas e doenças. Considerando essas vantagens, torna-se fundamental avaliar o comportamento da palma forrageira quando cultivada em consórcio com leguminosas arbóreas forrageiras. No contexto do manejo agrícola no Semiárido, observa-se que essa prática ainda é pouco explorada em escala comercial. Dessa forma, este estudo tem como objetivo avaliar e disseminar melhorias no cultivo da palma forrageira em consórcio com leguminosas, investigando de que maneira essa associação influencia a qualidade da forragem. Para tanto, foi conduzido um experimento de campo, implantado em janeiro de 2023, na estação experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), localizada em Caruaru-PE. O delineamento experimental contemplou cinco tratamentos, abrangendo tanto o cultivo isolado da palma e das leguminosas quanto três arranjos consorciados. Os arranjos testados foram: (T3) quatro linhas intercalando leguminosa e palma, (T4) cinco linhas com leguminosas nas bordas e palma no centro e (T5) cinco linhas com palma nas bordas e leguminosa no centro. Para uniformização do estande, a primeira poda das leguminosas será realizada aos 365 dias após o plantio, quando as plantas atingirem 60 cm de altura. Foram avaliados os caracteres morfoagronômicos e os componentes de produção da palma forrageira e da leguminosa, considerando tanto aspectos qualitativos quanto quantitativos, com medições realizadas a cada 60 e 90 dias, respectivamente. Além disso, foram conduzidas análises bromatológicas das espécies estudadas. Os resultados biométricos indicaram que a palma forrageira não apresentou diferenças significativas em altura e largura entre os tratamentos. No entanto, a leguminosa Gliricidia sepium demonstrou variação significativa na largura das plantas, sendo o tratamento com fileira dupla de palma e fileira única de gliricídia aquele com maior valor (185 cm). O rendimento de matéria verde da gliricídia, considerando a fração colmo, também apresentou diferenças significativas, com destaque para o cultivo isolado da espécie (T2), que demonstrou maior produtividade. De maneira geral, o tratamento que se mostrou mais eficiente para os produtores foi aquele em que se utilizou fileira única de gliricídia intercalada com fileiras duplas de palma forrageira. Espera-se que os resultados deste estudo contribuam para otimizar o manejo agrícola no Semiárido brasileiro, promovendo uma produção de forragem mais sustentável, econômica e eficiente. Ademais, a redução da dependência de fertilizantes nitrogenados pode representar um importante avanço na viabilidade produtiva e ambiental dos sistemas pecuários na região, atendendo às demandas locais de forma mais equilibrada e resiliente.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ALBERICIO PEREIRA DE ANDRADE
Externo à Instituição - ANTÔNIO CLEMENTINO DOS SANTOS
Externo à Instituição - CLEYTON DE ALMEIDA ARAÚJO - UNIVASF
Notícia cadastrada em: 07/02/2025 14:30
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