AVALIAÇÃO DO EFEITO RESIDUAL DO BIOCHAR DE CAMA AVIÁRIA NA CULTURA DO FEIJOEIRO (PHASEOLUS VULGARIS) NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO
biocarvão, feijão comum, eficiência no uso de água, umidade do solo
O cultivo do feijoeiro no semiárido nordestino é fundamental para a manutenção da agricultura familiar no Brasil e é tida como cultura de subsistência. No entanto, a produtividade do feijoeiro é afetada por variações edafoclimáticas, como altas temperaturas, precipitação sazonal e solos com baixo teor nutricional, especialmente em regiões semiáridas. Visando contornar estas limitações, o uso de biochar vem como alternativa promissora para melhoras as características físico-químicas dos solos e incrementar a produtividade das culturas. Deste modo, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito residual do biochar de cama aviária no cultivo do feijoeiro e nas propriedades físico-químicas do solo no semiárido pernambucano. Foi realizado um experimento em blocos casualizados, avaliou-se o efeito residual de diferentes dosagens de biochar (10, 20 e 40 t ha⁻¹) em comparação com adubação mineral, esterco aviário (6t ha-1) e cama de frango (10 t ha-1). Os resultados demonstram que as dosagens residuais melhoraram o armazenamento de água no solo, o estoque de carbono de carbono ao longo do perfil e incrementaram na produtividade do feijoeiro. As maiores produtividades foram observadas nos tratamentos com adubos orgânicos (cama aviária e esterco aviário). Conclui-se que o biochar pode ser uma ferramenta valiosa para a agricultura sustentável em regiões semiáridas, especialmente quando combinado com adubos orgânicos. Seu uso contribui para a melhoria das propriedades físicas e químicas do solo e a eficiência no uso da água. No entanto, são necessários mais estudos para ajustar dosagens, visando maximizar seus benefícios em diferentes condições de cultivo.