ELUCIDANDO A COMPOSIÇÃO DE ÓLEO FIXO DE PLANTA DA CAATINGA: UMA VISÃO ECOLÓGICA E BIOQUÍMICA DOS BIOPESTICDAS BOTÂNICOS
Bioproduto, Microbiota, Bioquímica, planta da Caatinga, comportamento de insetos
O manejo fitossanitário é preponderante na condução dos cultivos, haja vista à iminente necessidade de aumento de produção e qualidade dos produtos agrícolas. Aliado a essa intensa demanda por produtividade está o uso crescente de pesticidas, o qual, apesar de eficiente na redução da população das pragas, carrega alguns efeitos colaterais e cruciais para a manutenção da sanidade alimentar humana e/ou animal, assim como, sanidade do meio-ambiente. O uso excessivo e indiscriminado desses produtos químicos resulta em contaminação, resistência de insetos e resultados ambientais negativos, estes juntos têm um impacto significativo na saúde humana. Diante dessa dicotomia entre alta produtividade e sustentabilidade ambiental, muitos estudos tem bioprospectados novas fontes de biopesticidas, comumente, óleos essenciais extraídos de plantas. Apesar da intensa busca por novos compostos, o panorama de bioinsumos botânicos para o controle de pragas agrícolas ainda apresenta certa inconsistência, tanto em relação ao princípio ativo do biopesticidas quanto a sua formulação ou obtenção. Sendo assim, o presente trabalho apresenta uma hipótese bem definida, congruentes e inovadora; i) o óleo fixo extraído por prensagem à frio, possue uma composição de metabólitos secundários distintas e uma comunidade microbiana benéfica e não oportunista, de crucial importância para o auxílio no manejo integrado de pragas, a qual normalmente é excluída do processo de obtenção de óleos ou hidrolatos, quando utilizado a metodologias de extração mais comumente usados pela comunidade científica.