Banca de DEFESA: LEIDIANE DE JESUS OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LEIDIANE DE JESUS OLIVEIRA
DATA : 11/07/2024
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/nrz-wemc-nvm
TÍTULO:

ATIVIDADES ENZIMÁTICAS PARA MONITORAR PRÁTICA DE RESTAURAÇÃO DE SOLOS SOB DESERTIFICAÇÃO DA CAATINGA


PALAVRAS-CHAVES:

Estequiometria; Restauração de terras; Agrofloresta; Práticas conservacionistas

 


PÁGINAS: 59
RESUMO:

A degradação dos solos emergiu como uma preocupação ambiental significativamente urgente, contribuindo para o declínio das propriedades do solo em regiões semiáridas. Entretanto ainda existe um gap sobre os efeitos da desertificação e a validação dos métodos de restauração sobre indicadores da qualidade do solo sensíveis como a estequiometria enzimáticas no semiárido brasileiro. Por isso, o estudo em tela teve como objetivo avaliar indicadores químicos, biológicos e a estequiometria enzimática em amostras de solo da Caatinga, uma região semiárida do Brasil. Comparamos três condições diferentes: (a) vegetação nativa da Caatinga; (b) terras recuperadas, resultantes de duas décadas de implantação de agrofloresta; e (c) terras degradadas, provenientes do núcleo de desertificação de Cabrobó-PE. As amostras de solo foram coletadas a profundidades de 0–10 cm durante a estação seca para avaliar as propriedades químicas, biológicas e os níveis de enzimas que adquirem C, N, P e S e suas respectivas estequiometrias. Nossos achados revelaram que os padrões edáficos dos ambientes degradado (Degradada) e mata preservada (Nativa) são distintos, com um claro predomínio das atividades enzimáticas em solos "Nativos". Ambientes preservados mantêm melhor os estoques de potássio (K+), carbono orgânico total e biomassa microbiana, além de melhorar a infiltração de água e a retenção de umidade no solo. Em contrapartida, os ambientes degradados estão associados ao aumento de sódio (Na+), indicando agravamento da salinização do solo. A atividade da urease foi a variável que mais contribuiu para a variabilidade ambiental, segundo a análise multivariada. Um modelo estrutural proposto mostrou que alterações na paisagem natural impactaram significativamente (r2 = 0.51, p < 0.05) a atividade global das enzimas nos solos. Nosso modelo estrutura fornecem evidências substanciais que maiores atividades enzimáticas indicam melhor preservação ambiental e que, entre as variáveis químicas do solo, K+, Na+, carbono orgânico e da biomassa microbiana tiveram contribuições relevantes no modelo. As informações obtidas aqui ressaltam a importância e a validação da Agrofloresta como um método para mitigar os efeitos adversos da desertificação.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - ERIKA VALENTE DE MEDEIROS
Externo à Instituição - ADEMIR SERGIO FERREIRA DE ARAUJO - UFPI
Externo à Instituição - ARTHUR PRUDÊNCIO DE ARAUJO PEREIRA
Notícia cadastrada em: 11/07/2024 14:42
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