POTENCIAL ANTAGÔNICO DE LEVEDURAS DA CAATINGA E PRODUÇÃO DE QUITINASE PARA O CONTROLE BIOLÓGICO NA PALMA FORRAGEIRA
palma forrageira; leveduras; biocontrole; quitinase; Caatinga.
A palma forrageira é uma cultura estratégica no Semiárido brasileiro, essencial para a alimentação animal e segurança alimentar, especialmente entre pequenos produtores. No entanto, seu cultivo enfrenta sérios desafios fitossanitários devido à incidência de doenças causadas por fungos como Fusarium solani, Lasiodiplodia theobromae e Scytalidium lignicola, que afetam diretamente a produtividade e a sanidade das plantas. Frente à necessidade de alternativas sustentáveis aos defensivos químicos, o controle biológico tem se destacado como uma solução viável. Neste contexto, leveduras isoladas de frutos nativos da Caatinga foram avaliadas quanto ao seu potencial antagonista e à produção de quitinase, uma enzima com atividade antifúngica relevante. A pesquisa foi conduzida nos laboratórios da UFAPE e da UNEB, utilizando cladódios de palma forrageira sensíveis aos principais patógenos. Ensaios in vitro demonstraram que a levedura isolada do fruto do caju foi capaz de inibir 90% do crescimento de Lasiodiplodia theobromae e 86% de Fusarium solani. Já a levedura isolada do maracujá do mato inibiu 96% do crescimento de Scytalidium lignicola, evidenciando forte atividade antagonista. A produção de quitinase também foi avaliada, sendo observada atividade enzimática máxima de 0,2576 U. mL-¹ e produção de proteína total de até 0,1275 U.mL-¹. Os testes de biocontrole ex situ reforçaram a eficácia das leveduras, mostrando redução significativa da severidade da infecção fúngica nos cladódios tratados.