Banca de DEFESA: ISABEL LOPES DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISABEL LOPES DE MEDEIROS
DATA : 26/02/2025
HORA: 13:30
LOCAL: Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
TÍTULO:

Sofhora flavencens: Nova Ferramenta para Manejo de Hyadaphis foeniculi Passerini (Hemiptera: Aphididae) e Seletividade ao Predador Euborellia annulipes (Lucas) (Dermaptera: Anisolabididae)


PALAVRAS-CHAVES:

Pulgão da erva-doce; controle biológico; sustentabilidade; dermáptera; bioinseticidas.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de hortaliças, com uma produção estimada em mais de 20 milhões de toneladas anuais, gerando cerca de 7 milhões de empregos. A erva-doce (Foeniculum vulgare), originária do Mediterrâneo, destaca-se por suas propriedades medicinais e

aromáticas. No entanto, a expansão dessa olerícola enfrenta desafios, como o ataque de insetos praga, especialmente pulgões da família Aphididae, com destaque para Hyadaphis foeniculi, que compromete a produção de frutos e sementes dessa cultura. Esses insetos causam danos diretos, pela sucção de seiva, e indiretos, ao transmitir viroses e favorecer o crescimento de fungos. As perdas podem atingir até 60%, sendo o controle químico a principal estratégia. Contudo, o uso indiscriminado de agrotóxicos gera impactos ambientais e resistência das pragas, demandando práticas de manejo mais sustentáveis. Desse modo, o estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes bioinseticidas no controle do pulgão H. foeniculi e sua seletividade em relação ao predador natural E. annulipes. Foram testados o extrato de Sophora flavescens (Matrine®), o óleo emulsionável de Azadirachta indica (Fitoneem®) e os adjuvantes (Ranger® e Santara®), à base de óleo essencial da casca de Citrus sinensis. O experimento foi conduzido em condições de laboratório, onde foram analisadas as taxas de mortalidade dos pulgões, curvas de sobrevivência e os efeitos toxicológicos e ecologia comportamental computadorizada sobre o predador. Os resultados indicaram que o Matrine® proporcionou a maior eficácia, com uma concentração letal mediana (CL50) de apenas 609 ppm e um tempo letal mediano (TLM) de 18 horas na concentração de 10.000ppm. O Santara® também demonstrou um bom desempenho, com CL50de 2008ppm, enquanto nos tratamentos com Ranger® e o Fitoneem® foram encontradas baixas toxicidades, com CL50superiores a 10.000ppm. Houve efeito aditivo da combinação de Santara® e Matrine® na mortalidade de H. foeniculi, pois a mortalidade observada foi superior à mortalidade esperada de 50% do efeito isolado de cada um dos produtos. O contrário foi observado em E. annulipes, pois o adjuvante Santara® quando em mistura, anulou o efeito levemente nocivo do Matrine®. Não há evidências de impacto expressivo dos produtos isolados ou em mistura nas variáveis etológicas avaliadas, ou seja, velocidade média, período de repouso e mobilidade contínua. Dessa forma, o extrato de S. flavencens contigo em Matrine® isolado ou em mistura com o adjuvante Santara® se destaca não apenas pela alta toxicidade ao H. foeniculi, mas também pela seletividade ao E. annulipes, mostrando-se com baixo impacto ao predador em comparação aos demais produtos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JEAN PIERRE CORDEIRO RAMOS
Externo à Instituição - JACINTO DE LUNA BATISTA
Presidente - CESAR AUGUSTE BADJI
Externo à Instituição - JOAO PAULO RAMOS DE MELO
Notícia cadastrada em: 19/02/2025 09:18
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