ESPÉCIES ARBÓREAS DA MATA ATLÂNTICA: PARAMETROS BIOMÉTRICOS, GERMINAÇÃO E PRODUÇÃO DE MUDAS.
Espécies Nativas, Comportamento das Espécies, Vias Públicas, Planejamento urbano
A Mata Atlântica é um bioma rico em biodiversidade e possui espécies que
apresentam características favoráveis para o plantio em áreas urbanas, como adaptação às
condições de solo e clima. Levando em consideração todos os serviços ecossistêmicos que a
arborização urbana pode proporcionar, fazem-se necessários estudos acerca da escolha de
espécies e produção de mudas adequadas para compor a vegetação nas cidades. Como ainda se
utiliza um grande número de espécies arbóreas exóticas na arborização urbana o intuito do
trabalho é fornecer informações sobre o processo produtivo de espécies arbóreas nativas com
potencial para a arborização. O trabalho foi estruturado em capítulos, que estão organizados de
acordo com os objetivos: No capítulo I foi elaborada uma revisão integrativa para verificar a
lacuna sobre as pesquisas relacionas à produção de mudas nativas da Mata Atlântica, além de
identificar, selecionar e avaliar as informações disponíveis sobre esse tema, publicada nos
últimos dez anos. No capítulo II foi avaliado as características biométricas de frutos e sementes
de espécies da Mata Atlântica com potencial para a arborização urbana e no capitulo III foi
avaliado a germinação e o desenvolvimento das mudas em casa de vegetação. Dessa forma,
verificou-se um aumento no número de trabalhos descrevendo o processo de produção de
mudas, porém não há estudos suficientes em relação a produção de mudas de espécies nativas
da Mata Atlântica, bem como a identificação de possíveis locais de fontes de material
genético/reprodutivo, e para quais locais as mesmas seriam adaptadas. Quanto a biometria de
frutos e sementes conclui-se que o tamanho e o peso dos frutos e sementes são semelhantes
entre as espécies estudadas, porém, existe uma forte influência ambiental sobre os mesmos, tais
resultados podem servir de base para trabalhos de melhoramento genético das espécies. Em
relação ao desenvolvimento inicial das mudas verificou-se que as espécies que obtiveram um
melhor desempenho foram a A. nítida e T. guianensis, utilizando o substrato composto por 50%
de resíduos de poda e 50% solo florestal.