Inoculação de Bactérias Promotoras de Crescimento Vegetal e Peletização com Biochar: Efeito nas Características Morfológicas e Produtivas do Milho cultivar AG 1051
Biocarvão; Interação microrganismo planta; Sustentabilidade; Zea mays.
A busca por práticas agrícolas sustentáveis e eficientes tem impulsionado o uso de biotecnologias no manejo de culturas, com destaque para a inoculação de sementes com bactérias promotoras de crescimento de plantas (BPCP’s) e ao uso do biochar. Visando incrementos no desenvolvimento vegetal, bem como o aumento do potencial produtivo, a adoção de tais técnicas tornam-se essenciais, reduzindo a necessidade frequente de insumos químicos e garantindo a manutenção equilibrada do sistema solo planta. Neste sentido, objetivou-se avaliar os efeitos nas características morfológicas de plantas de milho cultivar AG 1051 após inoculação da semente com duas estirpes de bactérias promotoras de crescimento de planta, Burkholderia heleia e Rhizobium cauense e peletização com dois diferentes tipos de biochar, palha de arroz e poda de uva. Foram conduzidas duas avaliações, em casa de vegetação e campo. Para ambos, o inóculo foi realizado pela multiplicação das estirpes em meio de cultura Nutrient Broth, até alcançar 10⁶ unidade formadora de colônia por mL. Para a inoculação, as sementes foram imersas no inóculo por 30 minutos, sob agitação suave a cada 5 minutos e posteriormente retiradas e colocadas em peneira de 5 mm, por 1 minuto. Ainda úmidas com o inóculo bacteriano como agente adesivante, as sementes foram colocadas em contato com o biochar, proporção 10 por 1, 100 g de sementes para 10 g de biochar. Em contato com o biochar e sob agitação suave por 10 minutos, as sementes tiveram sua total cobertura. Ao término do processo, o excesso de biochar foi retirado com auxílio de uma peneira de 0,5 mm, por 1 min. No final do período de avaliação, aos 90 e 120 dias em casa de vegetação e campo respectivamente, verificou-se o melhor desenvolvimento de plantas de milho proporcionados pela inoculação com a estirpe R. cauense e posterior peletização com biochar de poda de uva, com maiores incrementos nas características morfológicas e produtivas. Por fim, conclui-se que os o uso das técnicas de inoculação e peletização de forma associada, além de melhorar o desenvolvimento de plantas de milho, são uma alternativa eficaz e sustentável ao uso de produtos sintéticos, contribuindo com um ecossistema agrícola ambientalmente mais equilibrado.