Bactérias promotoras de crescimento vegetal como atenuantes do estresse salino em palma forrageira
nutrição de animais; Semiárido; cactácea, microrganismos; Bacillus aryabhattai; bromatologia.
A palma forrageira (Nopalea cochenillifera Salm-Dyck cv. Miúda) é amplamente
utilizada como fonte de alimento para ruminantes no semiárido brasileiro,
destacando-se por sua adaptabilidade às condições climáticas adversas. No
entanto, a salinidade da água de irrigação pode comprometer seu
desenvolvimento e valor nutricional. Este estudo teve como objetivo avaliar os
efeitos da inoculação com Bacillus aryabhattai associada a diferentes níveis de
condutividade elétrica da água sobre aspectos fenológicos, morfométricos,
produtivos e bromatológicos da palma forrageira. O experimento foi conduzido
em delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 2 × 3, o
primeiro fator correspondeu à inoculação ou não inoculação da palma
forrageira com Bacillus aryabhattai, enquanto o segundo fator consistiu em três
níveis de salinidade da água (0,240; 0,615 e 1,268 dS/m a 25 °C). Foram
avaliadas variáveis como número de cladódios, área fotossintética ativa,
produção de matéria verde e seca, além dos teores de MS, MM, MO, PB, EE,
FDN, FDA, LDA, CEL, HEM, CT e CNF. Os resultados demonstraram que a
salinidade afetou negativamente o crescimento e a composição da planta,
porém a inoculação com Bacillus aryabhattai atenuou os efeitos deletérios do
estresse salino. Conclui-se que o uso de microrganismos promotores de
crescimento é uma estratégia promissora para melhorar o desempenho
agronômico e a qualidade nutricional da palma forrageira em ambientes
salinos, contribuindo para a sustentabilidade da agricultura no semiárido.