Banca de QUALIFICAÇÃO: WESLLA DA SILVA DIAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WESLLA DA SILVA DIAS
DATA : 08/12/2023
HORA: 09:30
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

PRODUÇÃO E COMPOSIÇÃO DO LEITE DE FÊMEAS ASININAS DO ECÓTIPO NORDESTINO


PALAVRAS-CHAVES:

Jumenta, Componentes nutricionais, alimento, Semiárido


PÁGINAS: 63
RESUMO:

 

Objetivou-se com o estudo determinar a produção total e composição do leite de fêmeas asininas do ecótipo Nordestino. Foram utilizadas 14 fêmeas asininas e seus potros, em delineamento experimental inteiramente ao acaso, em esquema de parcelas subdivididas, sendo as parcelas constituídas por dois grupos (fêmeas primíparas e fêmeas multíparas) e as subparcelas compostas pelos períodos de avaliação. A produção total de leite das fêmeas foi determinada pelo método da pesagem dos potros, antes e após as mamadas, aos 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160 e 180 dias após o parto. Já a composição físico-química do leite foi determinada nos dias 1, 3, 15, 30, 60, 90, 120, 150 e 180 após o parto. As mensurações dos potros foram realizadas sempre no dia seguinte às pesagens para determinação da produção de leite, tomando-se a cada mensuração 15 medidas lineares. Os resultados foram submetidos a análises de variância, testes de média, regressões, correlações e multivariadas de componentes principais. Não houve diferença entre os grupos de primíparas e multíparas para a produção total de leite, horários diários de avaliação, pH teores de lactose e proteína do leite. As jumentas produziram em média 5,00 Kg de leite, com pico de produção aos 60 dias de lactação. As amostras de leite asinino apresentaram pH próximo a neutralidade e, ao longo da lactação, o teor de proteína das amostras reduziu progressivamente, indo de 4,44 g/100 mL no primeiro dia de lactação para 1,55 g/100 mL aos 180 dias após o parto. Quanto ao teor de lactose, menores concentrações foram observadas no colostro e leite de transição e maiores valores entre 15 e 120 dias de lactação, com valor máximo registrado de 7,77 g/100 mL. Já em relação aos teores de gordura, no primeiro dia de lactação observou-se teor médio de gordura no leite de 1,65 g/100 mL e entre 3 e 120 dias de lactação oscilação de 0,45 a 0,73 g/100 mL. A relação da produção de leite e ganho de medidas lineares dos potros apresentou correlação média. Além disso, houve correlação entre a proteína do leite com a altura na cernelha, altura da garupa e perímetro do tórax dos potros, com valores de 65,39; 64,03; 64,57 e 61,16, respectivamente.  Conclui-se que o asinino do ecótipo Nordestino apresenta potencial para produção leiteira, e as características nutricionais do leite favorecem sua utilização como alimento nutracêutico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - JORGE EDUARDO CAVALCANTE LUCENA
Externo ao Programa - 3334256 - PAULO FERNANDO ANDRADE GODOI - UFRPEExterno à Instituição - JOSÉ ERICK GALINDO GOMES - UNESP
Notícia cadastrada em: 07/12/2023 07:45
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