Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA CLARA SILVA PINHEIRO LEITE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CLARA SILVA PINHEIRO LEITE
DATA : 19/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: sala de aula do PPGCAP
TÍTULO:

COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA DE FENO DE FABÁCEAS NATIVAS DA CAATINGA


PALAVRAS-CHAVES:

Conservação de Forragem; Ruminantes; Valor nutricional


PÁGINAS: 48
RESUMO:

O Semiárido nordestino, caracterizado por sua alta variabilidade climática, déficit hídrico e solos de baixa fertilidade, apresenta desafios significativos para a produção pecuária. Dentre as alternativas sustentáveis para mitigar esses impactos, destaca-se o uso de fabáceas nativas da Caatinga na forma de feno. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição químico-bromatológica de espécies nativas da Caatinga (angico, catingueira, canafístula, mororó e pau-ferro), conservadas como feno, visando sua utilização na alimentação de ruminantes. O estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira, foram realizadas coletas das espécies em áreas de Caatinga no Semiárido, seguidas do processo de fenação, que envolveu secagem e acondicionamento das amostras. Na segunda etapa, análises químico-bromatológicas determinaram os teores de proteína bruta, matéria seca, minerais, fibra e digestibilidade in vitro da matéria seca. Os dados foram submetidos à análise estatística pelo teste de Tukey a 5% de significância. Os resultados mostraram que o processo de fenação aumenta a estabilidade das forragens, preservando o valor nutricional. Espécies como canafístula e mororó apresentaram altos teores de proteína bruta (184,18 g/kg e 125,38 g/kg, respectivamente) e digestibilidade elevada na forma de feno, indicando potencial como suplemento alimentar. Entretanto, observou-se redução de alguns nutrientes, como extrato etéreo, durante a secagem. Os minerais essenciais como cálcio e potássio também variaram entre as espécies, destacando-se a catingueira e o angico. Conclui-se que o uso de fabáceas nativas da Caatinga, conservadas como feno, é uma estratégia viável para melhorar a oferta alimentar em períodos de estiagem no Semiárido. Além de preservar o valor nutricional, essas espécies representam uma alternativa sustentável e acessível para pequenos produtores, contribuindo para a eficiência e resiliência dos sistemas de produção animal na região.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ANDRE LUIZ RODRIGUES MAGALHAES
Externo à Instituição - CLEYTON DE ALMEIDA ARAÚJO - UNIVASF
Externo à Instituição - DANIEL BARROS CARDOSO - IFPI
Notícia cadastrada em: 05/12/2024 19:04
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