Relação entre o tempo de preenchimento do úbere e as características morfofisiológicas do úbere e tetos de fêmeas asininas do ecótipo Nordestino
glândula mamária, jumenta, morfologia, ordenha.
As características morfológicas do úbere é imprescindível para a seleção genética maximizando a produção leiteira, influenciando diretamente na capacidade de secreção e eficiência na ejeção do leite. Neste sentido, objetivou-se relacionar o tempo de preenchimento do úbere com as características morfofisiológicas do úbere e dos tetos de fêmeas asininas do ecótipo Nordestino. Foram utilizadas 14 fêmeas asininas do ecótipo nordestino, com idade entre 3 e 7 anos, com peso vivo médio de 185 ± 30 kg. As jumentas foram separas dos potros às 5h da manhã, com intervalos de 2, 3 e 4 horas para preenchimento do úbere. Antes da ordenha manual, foram realizadas mensurações no úbere e tetos, na sequência ordenhadas e realizada a pesagem do leite. Os resultados foram submetidos aos testes de normalidade, variância e correlação. Houve aumento no tempo de preenchimento do úbere das fêmeas asininas resultando no maior volume de leite ordenhado e aumento nas dimensões do úbere e tetos (P<0,05), com média na produção de 313 g no tempo de 4h. A morfometria do úbere das jumentas, teve alterações no tempo de preenchimento (2-4horas), apresentando maior aumento percentual (4,5%) no comprimento do úbere, as medidas de largura, circunferência e profundidade apresentaram aumentos de 2,6; 2,0 e 3,6%. Já na morfometria dos tetos, teve maior efeito no diâmetro dos tetos, com 9,7% (direito e esquerdo), comprimento e distância entre eles apresentaram aumentos de 7,0 e 6,0%, respectivamente. Embora a maioria das variáveis morfometricas tenha mostrado correlação com a produção de leite, apenas o comprimento do úbere, comprimento e diâmetro dos tetos apresentaram correlação com a produção de leite ordenhado. Conclui-se que o aumento no tempo de preenchimento do úbere resultou em maior produção de leite, além de promover alterações nas dimensões do úbere e tetos. Esses achados evidenciam a relevância da morfometria dessas estruturas como fatores determinantes na eficiência da produção de leite, proporcionando subsídios importantes para a seleção e manejo de fêmeas com maior potencial produtivo.