COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DO LEITE ASININO EM RESPOSTA À SUPLEMENTAÇÃO DIETÉTICA COM ÓLEOS VEGETAIS E DE ALGAS MARINHAS
Jumentas, Ácidos Graxos, Lipídios
O leite de jumenta tem ganhado interesse comercial devido ao seu perfil nutricional e potencial terapêutico. Sua composição semelhante à do leite humano o torna uma alternativa promissora para nutrição infantil e grupos com necessidades especiais. Objetivou-se avaliar os efeitos da inclusão de diferentes fontes lipídicas na dieta de jumentas do ecótipo Nordestino sobre o perfil de ácidos graxos e a composição nutricional do leite. Foram utilizadas 16 fêmeas asininas do ecótipo Nordestino distribuídas em delineamento experimental inteiramente ao acaso, composto por quatro tratamentos: dieta controle sem adição de óleo e três dietas suplementadas com óleo de soja, óleo de canola e óleo de algas. Após 25 dias de adaptação às dietas experimentais, foram realizadas coletas de leite durante cinco dias consecutivos para avaliação da composição físico-química e determinação do perfil de ácidos graxos e do perfil proteico. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P < 0,05). Não houve diferença (P > 0,05) entre o grupo controle e os tratamentos com diferentes fontes lipídicas nos teores de sólidos totais, proteína, gordura, lactose, cinzas, indicando estabilidade da composição nutricional do leite além da baixa contagem de células somáticas. Em relação ao perfil de ácidos graxos, observou-se modulação da fração lipídica com aumento da proporção de ácidos graxos insaturados nos tratamentos suplementados com óleos, com destaque para o ácido oleico (C18:1) no tratamento com óleos de canola e o ácido linoleico (C18:2) nos tratamentos com óleo de soja e óleo de algas marinhas, resultando em aumento da relação insaturados:saturados. Conclui-se que a inclusão de diferentes fontes lipídicas promove melhoria do perfil lipídico do leite, com aumento da fração de ácidos graxos insaturados.