Banca de DEFESA: ANDRÉIA TEIXEIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRÉIA TEIXEIRA DA SILVA
DATA : 30/07/2024
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de Aula da Pós-Graduaçao em Ciência Animal e Pastagens
TÍTULO:

FORMAS DISPONIVEIS DE FÓSFORO E MANEJO DA SALINIDADE DE SOLOS AFETADOS POR SAIS CULTIVADOS COM SORGO FORRAGEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

fracionamento de fósforo, Salinidade por magnésio, Corretivos orgânicos 


PÁGINAS: 77
RESUMO:

A intensificação da agricultura acelera a degradação dos solos, com a alta concentração de sais solúveis sendo um dos maiores desafios globais que afetam a produtividade agrícola. Este estudo investiga a relação entre a fertilidade de solos salinos para o cultivo de sorgo, focando em duas frentes: formas de fósforo (P) e correção da salinidade com magnésio (Mg). No primeiro experimento, avaliou-se a disponibilidade de fósforo em Cambissolos afetados por sais coletados em Serra Talhada, Pernambuco, usando um experimento em casa de vegetação com doses crescentes de fósforo (0, 30, 60, 90 e 120 kg ha⁻¹ de P₂O₅) aplicadas a solos cultivados com sorgo sudão. Após 50 dias, o sorgo foi colhido, e amostras de solo foram coletadas para determinar o fósforo disponível usando diversos extratores (Mehlich-1, Olsen, Chang & Jackson, Saunder, Soltanpour e Pox) e fracionamento químico do fósforo inorgânico.

Os resultados do fracionamento de fósforo mostraram a ausência da fração lábil em todos os solos, sendo essa a fração absorvida pela planta. As frações de P foram influenciadas por características do solo como pH, teor de Ca, Na e argila, correlacionando-se com os teores de P nas plantas. No solo 1, a fração predominante foi o P-Cálcio-estável (54%), seguida por P residual. Nos solos 2 e 3, o P residual dominou, com 82% e 59%, respectivamente. No solo 4, a fração P-Ferro não lábil foi a mais significativa, com cerca de 53%. A análise de componentes principais revelou que a fração P-óxidos de Fe e Al  correlacionou-se com o solo 2 (6,5%). Em geral, o fracionamento mostrou predominância de P nas frações não-lábeis, seguido pelas pouco lábeis e lábeis, sem correlação significativa entre os valores de P extraídos e a disponibilidade para as plantas. Até mesmo extratores recomendados para solos alcalinos, como o de Olsen, mostraram-se ineficazes. No segundo experimento, avaliou-se a correção da salinidade com Mg em solos de regiões com alta saturação por Mg. O solo foi coletado em Altinho (PE) e caracterizado como Planossolo Háplico Eutrófico solódico. Os tratamentos aplicados foram: gesso agrícola, lodo de laticínios, humato comercial, lodo + gesso, humato + gesso, biochar (cama de frango) e uma testemunha. Cada repetição foi formada por um vaso de 5 L, com 7 Kg de solo, contendo uma planta de sorgo, com 3 repetições, divididas em dois ciclos de 60 dias cada. Solo e plantas foram avaliados aos 60 dias de cada ciclo. As análises de componentes principais de planta e solos mostraram a relação entre os tratamentos lodo e lodo + gesso. No primeiro ciclo aos 60 dias, a saturação de Na+Mg foi menor nos tratamentos com lodo de laticínios (41,69%), gesso (43,05%) e lodo + gesso (43,90%) em comparação com a testemunha (49,11%). No segundo ciclo, os tratamentos lodo + gesso (53,14%) e lodo de laticínios (53,32%) mantiveram valores menores para a saturação de Na+Mg. No ciclo 1, os tratamentos com condicionadores apresentaram maior quantidade de sódio solúvel, redução significativa do magnésio trocável , e menor sódio trocável com a aplicação dos condicionadores . Aos 120 dias, a condutividade elétrica foi significativamente menor com os condicionadores, e houve uma redução significativa no sódio solúvel, Mg-solúvel e Mg-trocável. Os condicionadores de solo melhoraram significativamente as características morfológicas e fisiológicas das plantas de sorgo, como altura, número de folhas, número de perfilhos, largura e comprimento das folhas, peso verde e seco. Houve aumento significativo na altura das plantas tratadas em ambos os ciclos. O comprimento da maior raiz  no ciclo 1  e no ciclo 2 , peso seco da raiz e peso verde da raiz foram significativamente maiores nas plantas tratadas em comparação com a testemunha em ambos os ciclos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ALEXANDRE TAVARES DA ROCHA
Externa ao Programa - ***.352.124-** - MARIA CAMILA DE BARROS SILVA - UFRPE
Externa à Instituição - RAYANNE THALITA DE ALMEIDA SOUZA
Notícia cadastrada em: 25/07/2024 13:17
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