Compostos bioativos, cinética de produção de gás e fermentação ruminal in vitro associados ao extrato de palma forrageira dos gêneros Opuntia e Nopalea
Metabólitos secundários; alimentos nutracêuticos; ruminantes
A palma forrageira comumente usada como fonte alimentar rica em água e energia para ruminantes domésticos durante todo o ano, principalmente, nas regiões Semiáridas do Brasil. Além disso, a palma forrageira apresenta alta síntese de metabolitos secundários como resposta as condições de tempo e de clima destas regiões. Assim, nos últimos anos, elevou-se consideravelmente o número de pesquisas utilizando a palma forrageira e outras plantas das regiões Semiáridas, devido à ação importante dos metabólitos secundários na saúde e nutrição animal e humana. Neste sentido, esse trabalho tem como objetivo avaliar a composição químico-bromatológica, a presença dos metabólitos secundários do extrato de três variedades da palma forrageira (Opuntia ficus-indica Mill, Nopalea cochonillifera Salm Dyck e Opuntia stricta Haw), além de analisar os parâmetros de produção de gás in vitro, cinética de degradação e análise de parâmetros ruminais: pH, nitrogênio amoniacal e quantificação de ácidos graxos de cadeia curta (acetado, propionato e butirato). O experimento foi conduzido em blocos casualizados com arrajo fatorial 3 x 3, sendo 3 variedades de palma forrageira e 3 níveis de extrato. Foram coletadas 4 plantas inteiras de cada variedade de palma forrageira com idade de 2 anos, para obtenção do extrato. As variedades do gênero Opuntia apresentaram maior concentração de fenólicos totais e taninos. Os dois gêneros apresentaram concentrações iguais de flavonóides e apaenas a variedade Opuntia ficus-indica Mill apresentou maior concentração de saponinas. A produção de gás in vitro foi maior para a Opuntia ficus-india Mill. O gênero Opuntia exibiu maior proporção de matéria seca digerida. A adição do extrato das variedades de palma forrageira aumentou a produção de gases, a matéria seca digerida, a digestibilidade verdadeira da matéria seca e o nitrogênio amoniacal. Assim, o uso de palma forrageira na alimentação de ruminantes melhorou os parâmetros ruminais e a digestibilidade in vitro.