Banca de DEFESA: IGOR MASTERSON DE FARIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IGOR MASTERSON DE FARIAS
DATA : 20/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala PPGCAP
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DA PARIDADE SOBRE PARÂMETROS PERINATAIS EM FÊMEAS ASININAS DO ECÓTIPO NORDESTINO


PALAVRAS-CHAVES:

Jumento; Neonatos; Multíparas; Primíparas


PÁGINAS: 54
RESUMO:

O jumento Nordestino é um ecótipo adaptado ao Semiárido brasileiro, que desenvolveu características adaptativas, reprodutivas e comportamentais distintas das demais raças asininas, em função da seleção natural imposta pelo bioma Caatinga Nesse contexto, a avaliação dos parâmetros comportamentais reprodutivos e neonatais é fundamental, pois permite compreender a eficiência reprodutiva, a viabilidade neonatal e a adaptação dos animais ao ambiente, subsidiando estratégias de manejo, conservação genética e melhoria dos sistemas de produção animal. Este estudo avaliou a influência da paridade sobre parâmetros perinatais de 29 fêmeas asininas do ecótipo Nordestino e seus potros, divididas em primíparas e multíparas, acompanhadas desde a gestação até o pós-parto imediato. O delineamento estatístico utilizado foi o inteiramente ao acaso, dividido em dois tratamentos: fêmeas primíparas e multíparas. As fêmeas foram submetidas a manejo reprodutivo e nutricional controlado, associado ao monitoramento diário do pH da secreção mamária, como ferramenta auxiliar para a predição do parto. Durante a parição e nas primeiras horas de vida dos potros, utilizando um etograma foram registrados os parâmetros do parto: peso da fêmea, duração da gestação, do parto, para liberação da placenta, peso da placenta, peso placenta/mãe, peso do neonato, peso neonato/mãe e peso placenta/neonato; e variáveis neonatais: tempo para decúbito esternal, para ficar em pé, reflexo de sucção, primeira mamada, primeira urina e liberação do mecônio. Os dados foram submetidos a ANOVA e especificamente os de pH mamário foram submetidos à correlação de Pearson. A redução progressiva do pH mamário foi semelhante entre os grupos, atingindo valor de 6,4 próximo ao parto, que ocorreu cerca de 39 horas após esse valor. Os potros das fêmeas multíparas nasceram mais pesados (18,92kgs ± 1,99) que os das primíparas (16,35kgs ± 2,27), fato que refletiu no vigor neonatal, pois eles foram mais rápidos para ficar de pé (primíparas 46,25min ± 29,80 e multíparas: 22,90min ± 11,63), assim como para realizaram a primeira mamada (primíparas 93,50min ± 28,20 e multíparas 57,00min ± 21,62) mais rápido. Embora os potros das jumentas primíparas tenham sido mais lentos nos três parâmetros supracitados, não houve diferença entre os tratamentos para os demais parâmetros neonatais avaliados. Conclui-se que apesar da paridade não alterar parâmetros gestacionais ou placentários, ela exerce impacto no desenvolvimento e na agilidade inicial dos neonatos asininos do ecótipo Nordestino.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.913.906-** - JULIANO MARTINS SANTIAGO - UFRPE
Externo à Instituição - GUSTAVO FERRER CARNEIRO - UFRPE
Externa à Instituição - ELEONORA ARAÚJO BARBOSA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 13/02/2026 07:56
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