Banca de DEFESA: MARILIA ALMEIDA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARILIA ALMEIDA DOS SANTOS
DATA : 27/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula do PPGCAP, Prédio A, UFAPE.
TÍTULO:

PRODUÇÃO, CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA DA FITASE DE Mucor lusitanicus
URM 7853 E SUA POTENCIAL APLICABILIDADE EM DIETAS PARA ORGANISMOS AQUÁTICOS

 


PALAVRAS-CHAVES:

Aquicultura; Biodisponibilidade enzimática; Fósforo; Fermentação em Estado
Sólido.

 


PÁGINAS: 100
RESUMO:

O uso crescente de ingredientes vegetais na alimentação de organismos aquáticos reforça a
importância das fitases por promoverem a hidrólise do fitato, aumentando a
biodisponibilidade do fósforo, reduzindo a necessidade de suplementação com fósforo
inorgânico e minimizando os impactos ambientais. Esta dissertação foi estruturada em dois
estudos: um levantamento cienciométrico sobre o uso de fitases em dietas para peixes e
camarões e a produção e caracterização de uma fitase fúngica obtida de isolados do gênero
Mucor. No primeiro estudo, foi realizada uma análise cienciométrica da literatura indexada na
base de dados Web of Science, utilizando os descritores phytase AND fish e phytase AND
shrimp, abrangendo o período de 2014 a 2024. Foram analisados 187 documentos por meio de
técnicas bibliométricas, com o auxílio dos softwares VOSviewer e Bibliometrix. Os
resultados evidenciaram o crescimento da produção científica sobre o uso de fitases na
aquicultura, com destaque para o Paquistão como principal produtor de conhecimento na área
e para os periódicos Aquaculture e Aquaculture Nutrition como os principais veículos de
divulgação científica. Além disso, foram identificadas as principais redes de colaboração,
palavras-chave e tendências de pesquisa, evidenciando a baixa representatividade de estudos
voltados à carcinicultura. No segundo estudo, foi realizada a produção e a caracterização
bioquímica da fitase produzida por Mucor lusitanicus URM 7853 em fermentação em estado
sólido, utilizando farelo de trigo como substrato. A produção enzimática foi otimizada por
meio de um planejamento fatorial completo 2³, sendo avaliados os efeitos da concentração de
glicose, da umidade e da massa de substrato. Posteriormente, foram determinadas as
condições ótimas de pH e temperatura, a estabilidade térmica, os parâmetros cinéticos e a
influência de íons metálicos sobre a atividade enzimática. A fitase apresentou atividade ótima
em pH 5,0 e temperatura de 40 °C. A estabilidade térmica foi avaliada entre 50 e 80 °C, sendo
observado o maior tempo de meia-vida a 50 °C (990,21 minutos), indicando potencial de
aplicação em etapas de secagem de rações animais sob temperaturas controladas. Os
parâmetros cinéticos determinados foram K m de 24,16 mM e V max de 83,33 mM/min, além do
aumento da atividade enzimática na presença dos íons Ca²⁺ e Fe²⁺. Conclui-se que o
levantamento cienciométrico evidencia a expansão do interesse científico pelo uso de fitases
na aquicultura e a necessidade de ampliar estudos, especialmente na carcinicultura.
Adicionalmente, a fitase produzida por M. lusitanicus URM 7853 apresentou características
bioquímicas promissoras, indicando potencial para futuras aplicações na nutrição de
organismos aquáticos e contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis
para a aquicultura.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.665.454-** - RODRIGO LIRA DE OLIVEIRA - UFAPE
Externo ao Programa - ***.960.754-** - JOSÉ ERICK GALINDO GOMES - UFRPE
Externa à Instituição - TATIANA SOUZA PORTO - UFRPE
Notícia cadastrada em: 20/07/2026 15:10
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