CPPGSA.DPG COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE ANIMAL DEPTO DE POS-GRADUACAO Teléfono/Ramal: No informado

Banca de DEFESA: AMANDA ESTEFANIR CORDEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA ESTEFANIR CORDEIRO
DATA : 20/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório Prof. Dr. Hans Merkt - Clínica de Bovinos de Garanhuns-UFRPE
TÍTULO:

ESTUDO CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E DO PERFIL METABÓLICO DE
OVELHAS COM HIPOCALCEMIA CLÍNICA


PALAVRAS-CHAVES:

desfecho; disfunção neuromuscular; prontuários clínicos.


PÁGINAS: 81
RESUMO:

A ovinocultura exerce relevante papel econômico e social no Brasil, especialmente na região Nordeste, em virtude de seu potencial para a produção de carne, leite, derivados e couro. Nesse contexto, o estado de Pernambuco tem acompanhado a intensificação dos sistemas produtivos e o avanço do melhoramento genético na espécie ovina. Contudo, tais progressos têm sido acompanhados por maior predisposição à ocorrência de enfermidades metabólicas, destacandose a hipocalcemia, uma das principais desordens metabólicas que acometem fêmeas de pequenos ruminantes. Essa enfermidade caracteriza-se por disfunção neuromuscular, colapso circulatório, depressão sensorial e, em casos mais graves, morte das fêmeas e de suas crias. Diante de sua importância, o presente estudo teve como objetivo avaliar os aspectos epidemiológicos, clínicos, laboratoriais e os desfechos de 65 ovelhas com hipocalcemia clínica atendidas na Clínica de Bovinos de Garanhuns/UFRPE, no período compreendido entre janeiro de 2015 a julho de 2025, classificadas de acordo com o desfecho clínico em positivo (G1, = 46) ou negativo (G2, n =19). Foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto aos achados clínicos, com maior frequência de sialorreia no G1, enquanto os animais do G2 apresentaram alterações de mucosas, maior grau de desidratação, taquicardia, dispneia, alterações à ausculta respiratória e hipotermia. Na avaliação bioquímica, observaram-se diferenças nas concentrações de cálcio ionizado, com medianas de 0,42 mmol L⁻¹ (0,38–0,46) no G1 e 0,49 mmol L⁻¹ (0,43–0,49) no G2, hiperglicemia no G1, menor relação albumina/globulina no G2 e diferença significativa na atividade sérica da aspartato aminotransferase (AST), embora os valores permanecessem dentro dos limites de referência. Na análise preditiva, o tempo de internamento superior a 1,5 dia foi associado a maior chance de sobrevivência (OR = 6,19 [1,85-20,71]). Conclui-se assim, que a hipocalcemia clínica em ovelhas promove importante comprometimento clínico e laboratorial dos animais acometidos, sendo as alterações mais severas observadas nos animais com desfecho negativo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.964.864-** - RODOLFO JOSE CAVALCANTI SOUTO - UFRPE
Externo à Instituição - PIERRE CASTRO SOARES - UFRPE
Externa à Instituição - MARIA CLAUDIA ARARIPE SUCUPIRA - USP
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 10:48
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